Num relacionamento emocional continuamos a ser Eu e Tu? Ou será, Eu, Tu, e os outros? Nós e os outros? Ou Nós?
É algo que dá que pensar… Aqui se encaixa a Teoria Geral dos Sistemas… E esta??? Realmente nada melhor para definir uma relação do que esta teoria… Só temos que a saber interpretar… Quem disse que é difícil teorizar uma relação… Difícil é a prática!
Ponto 1 – Segundo esta teoria, um sistema é um conjunto de subsistemas… “Nós” será o sistema, o “Eu” e o “Tu”, serão os subsistemas…
Ainda, todos os sistemas são um sub-sistema de um sistema maior, onde, neste caso, estão incluídos os “Outros”… Os outros não deveriam ser problema na relação desde que o sistema “Nós” não tenha limites muito permeáveis…
Ponto 2 – Um sistema é um conjunto de partes inter-relacionadas que trabalham na direcção de um objectivo. Então, digo eu, para existir uma relação, no seu sentido real, têm que existir objectivos comuns, e não, tangenciais…
Ponto 3 – Homeostase, este princípio diz que os sistemas procuram constantemente o equilíbrio. Ou seja, se uma parte não está funcionando bem (o Eu ou o Tu), a outra terá que trabalhar mais para manter o equilíbrio e para que o sistema consiga atingir seu objectivo.
Ponto 4 - “O todo não é a mera soma das partes”. Assim o “Nós” é mais do que a soma do “Tu” e do “Eu”…
Ponto 5 – “Sistemas para serem viáveis a longo prazo, devem perseguir com clareza seus objectivos, serem governados por retro-alimentação e apresentar a capacidade de adaptar-se a mudanças ambientais.”
A minha interpretação resume-se a: para existir uma relação têm que existir duas pessoas com objectivos comuns, que se “cuidem” e prezem mutuamente, ultrapassando os obstáculos dos sistemas em que encontram-se integradas…
E ainda poderia continuar a enumerar outros pontos… E esta teoria pode ser aplicada a quase tudo senão a tudo no mundo, desde o corpo humano, a um carro, a uma empresa, a uma família…