23/07/2007

Porquês

Há determinadas ocasiões em que sou assolada por muitos “porquês”, a derradeira maioria sem resposta evidente ou plausível… Nada mais natural do que questionar o mundo, a nossa vida, a nós próprios. A busca incessante de uma resposta satisfatória, que nos permita controlar minimamente o que nos rodeia, que nos transmita algum sentimento de segurança…
Mas não conseguimos adivinhar nada de antemão, temos que viver com os nossos porquês, ir traçando o nosso caminho, vivendo a nossa vida por tentativa e erro, vivendo e não sobrevivendo… Como é fácil a teoria…

2 comentários:

Luís Filipe disse...

Um menino de três anos e restos ouviu determinada conversa e começou: e porquê?, mais uma resposta e, logo de seguida;e porquê?... mais uma resposta e o inevitável;e porquê?... o pai, já um pouco cansado dos porquês decidiu inverter o jogo... fez uma pergunta e na sequência da resposta do menino começou ...e porquê?...e porquê?...e porquê?... ao fim de algumas respostas o menino, do alto dos seus três anos e em muito bom som exclamou "Poça...tantos porquês..."
Isto exemplifica bem que não nos serve questionar constantemente os porquês das coisas... algumas são como são e não há porquê que lhe dê resposta.
Se, em muitas coisas necessitamos do porquê, outras há em que os porquês apenas reprimem os nossos desejos e sentimentos...tal como no sherlok holmes, se, em dúvida, todas as hipóteses mais elementares estiverem erradas, então... a hipótese mais improvável será a correcta... ou o célebre princípio de peter, se houver a hipótese de algo correr mal, então... vai mesmo correr mal...
Como podes ver, não há porquês que resistam a tantas teorias... e será que precisamos mesmo dos porquês?...

Claudia disse...

A idade dos "porquês" dos 3 aos 4 anos, sensivelmente, reflete o ínicio da curiosidade das crianças... A necessidade de saber a causa das coisas!
Nos adultos a curiosidade também é importante QB, devemos empre procurar a resposta às nossas perguntas desde que não se torne uma obcessão...